No branding, a regra de ouro costuma ser: “Unifique tudo para fortalecer a marca”. Mas a Honda, com a sabedoria japonesa, decidiu quebrar essa regra em 2026.
A montadora apresentou um novo logo exclusivo para seus veículos elétricos (a linha Honda 0 Series). O clássico “H” dentro do quadrado metálico continua nos carros a combustão e híbridos. Já os elétricos ganham um “H” aberto, minimalista e sem bordas.
Por que criar essa distinção? Nós da Per4mance analisamos essa estratégia de Arquitetura de Marca e trouxemos 3 lições para o seu negócio:
1. Sinalização de Mudança (O “H” sem barreiras)
O novo logo não tem a moldura (o quadrado em volta). Isso é semiótica pura. A moldura representa limites, tradição, o motor fechado. O novo logo aberto representa software, conectividade e futuro.
A Lição
Se você está lançando um produto inovador, ele não pode parecer “mais do mesmo”. O visual precisa gritar que aquilo é novo. Se a Honda usasse o logo antigo no carro elétrico, o consumidor acharia que é apenas “um carro normal com bateria”. O novo logo diz: “Isso é outra categoria”.
2. Retro-Futurismo (Olhar para trás para andar para frente)
Curiosamente, o novo desenho é inspirado nos primeiros logos da Honda, lá das décadas iniciais. Isso se chama Retro-Futurismo. Em tempos de incerteza tecnológica, buscar referências na origem da empresa traz segurança.
A Estratégia
O design plano (Flat Design) facilita a aplicação em telas digitais e aplicativos, que são o coração dos carros elétricos.
A Lição
Modernizar não significa esquecer a história. Significa limpar os excessos para que a essência (o H) brilhe mais forte.
3. Protegendo a “Vaca Leiteira”
A Honda não matou o logo antigo. Por quê? Porque os carros a combustão/híbridos ainda pagam as contas. Muitas empresas erram ao fazer uma mudança radical e alienar o cliente atual. A Honda foi cirúrgica: manteve a identidade tradicional para o cliente conservador e criou a nova para o cliente Early Adopter (inovador).
A Lição
Você pode ter duas linhas de produtos com identidades visuais levemente distintas para falar com públicos diferentes, desde que a “marca mãe” (Honda) continue sendo a âncora de confiança.
Conclusão: Identidade é Estratégia
A Honda nos mostra que o logo não é apenas um desenho bonito. É uma ferramenta de navegação. Ele diz ao cliente: “Por aqui é a tradição, por ali é a revolução”.
Sua marca está comunicando claramente o que ela vende ou seu visual está confuso, tentando ser tudo para todos?
Na Per4mance, nós desenhamos identidades visuais que não são apenas estéticas, mas que funcionam como alavancas de negócio. Sua marca está pronta para a era elétrica (ou digital) do seu mercado?





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