Quem decretou a morte das bancas de jornal com a chegada da internet esqueceu de um detalhe fundamental: a localização.
Enquanto o mercado editorial impresso encolhia, o varejo percebeu que aquelas estruturas de metal ocupam os metros quadrados mais valiosos das cidades: as esquinas movimentadas.
O que estamos vendo em São Paulo e Curitiba não é apenas uma “reforma”, é o nascimento de um novo modelo de negócio: A Loja de Conveniência Conceitual.

Do Digital para a Calçada (O Case MyBoo)
Marcas nativas digitais (DNVBs) estão usando as bancas para tangibilizar seus produtos sem o custo absurdo de um shopping center. O exemplo da MyBoo (acessórios pet) é perfeito: saiu do e-commerce para uma banca em Pinheiros.
A Sacada
A banca mantém a essência de “bairro”. Você passeia com o cachorro, compra a coleira e, de quebra, leva uma revista. É a experiência de compra sem fricção.

Gastronomia de Bolso (O Case Kiro)
A Banca do Kiro provou que você não precisa de um restaurante enorme. Com apenas 8m², eles vendem bebida (switchel) na torneira.
A Sacada
Baixo custo operacional (aluguel e reforma mais baratos que loja de rua) e alta visibilidade. A banca funciona como um outdoor habitável.
Por que investir em uma Banca?
Segundo os dados de mercado, comprar uma banca nova custa em média R$ 20 mil (podendo chegar a R$ 100 mil pelo ponto). Comparado a montar uma loja do zero, o Capex (investimento inicial) é muito menor. Além disso, a legislação mudou. Hoje, dependendo da cidade, você pode ter floricultura, chaveiro, manutenção de celular e até manicure dentro de uma banca, desde que mantenha uma porcentagem de produtos editoriais.
Design e Urbanismo
Projetos como o “A Gente Banca” (Santander) mostram que o visual importa. Não é mais aquele “barraco de metal” antigo. As novas bancas têm design assinado, como as de Curitiba, tornando-se pontos turísticos e melhorando a segurança e a iluminação da rua.
A Lição para o seu Negócio
O renascimento das bancas nos ensina três regras de ouro do varejo moderno:
1. Esteja onde o fluxo está
Não adianta ter uma loja linda numa rua que ninguém passa.
2. Adapte-se ou Morra
As bancas que só vendiam jornal fecharam. As que viraram “lojas de serviço” sobreviveram.
3. Mix de Produtos Inteligente
Unir produtos físicos (roupa, bebida) com cultura (livros, revistas) atrai públicos diferentes para o mesmo espaço.
Sua marca precisa de um ponto físico, mas o orçamento é curto? Talvez a solução não esteja no shopping, mas na esquina da sua casa.
E você, já comprou algo inusitado em uma banca de jornal ultimamente? Café, planta ou roupa? Conta pra gente essa experiência!





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