Se existe uma marca que não tem medo de briga, é o Burger King. Em uma das suas campanhas mais icônicas de 2024, a rede não se contentou em zoar o McDonald’s na TV; eles atravessaram o oceano para fazer isso.
A descoberta de que as Ilhas McDonald (um território real perto da Antártida) abrigam vulcões ativos foi o gatilho perfeito. O raciocínio criativo foi impecável: “Se tem fogo de verdade, não pode se chamar McDonald’s”. Afinal, o posicionamento histórico do BK é o “grelhado no fogo como churrasco”.
Por que essa campanha foi genial?
1. O Hack do Google Maps (Interatividade)
O BK transformou o Google Maps em plataforma de mídia. Ao pedir para os usuários buscarem as coordenadas e comentarem #IlhaWhopper, eles geraram um tráfego absurdo para um lugar onde ninguém vive. Isso é Gamificação. O consumidor não estava apenas vendo um anúncio; ele estava participando de uma “missão” para ganhar um prêmio (o cupom de R$ 15).
2. A Narrativa do “Mockumentary”
A campanha foi lançada com um filme estilo documentário sério de natureza (tipo National Geographic), o que aumentou o tom de ironia. Eles trataram uma piada publicitária com a grandiosidade de uma descoberta geográfica.
3. Ataque ao Core do Concorrente
Mais do que apenas mudar um nome, a ação reforçou o diferencial competitivo do BK: o fogo. Enquanto o McDonald’s é associado à chapa, o BK usou a força da natureza (um vulcão!) para validar seu método de preparo. É o que chamamos de comparação lateral: bater no concorrente sem citar o nome dele diretamente (embora, neste caso, a geografia tenha citado por eles).
O Legado
Campanhas como a da “Ilha Whopper” ensinam que a criatividade não precisa de orçamentos bilionários de produção, mas de olhar atento. A oportunidade estava lá no mapa-múndi o tempo todo; só o BK teve a malícia de ver.
E você, chegou a participar dessa “invasão” virtual na época ou perdeu o cupom? Conta pra gente se você prefere o marketing “bonzinho” ou esse estilo “vida loka” do Burger King!





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