No Dia Internacional da Cerveja, qualquer marca faria um comercial com pessoas brindando e bebendo, certo? Errado. A Heineken decidiu ir na contramão e lançou a campanha “Forgotten Beers” (Cervejas Esquecidas).
A estratégia aqui é ousada: o filme mostra garrafas cheias deixadas de lado em mesas de sinuca, balcões e festas, enquanto seus donos estão ocupados se abraçando, dançando ou beijando.
A Melhor Parte Não é a Cerveja
Ao som do clássico “Clair de Lune”, a marca entrega uma mensagem poderosa: “A melhor parte de beber cerveja não é a cerveja”. Do ponto de vista de marketing, isso é genial. A Heineken deixa de vender o “líquido” (commodity) para vender a conexão humana (valor emocional). Eles se posicionam não como o foco da festa, mas como o facilitador dos bons momentos.
Data-Driven Creativity (Criatividade baseada em dados)
campanha não saiu do nada. Ela é baseada em um insight comportamental sério: uma pesquisa da Gallup/Meta (2023) mostrou que 24% da população mundial se sente solitária. Ao ver esse dado, a marca entendeu que promover a socialização é mais importante do que promover o lúpulo. A cerveja esquecida na mesa é o sinal de que a conversa estava tão boa que o produto ficou em segundo plano. E para a Heineken, isso é uma vitória.
Isso é o que chamamos de maturidade de marca. Só quem confia muito no seu taco (ou no seu malte) tem coragem de fazer um anúncio onde o produto é o coadjuvante.
E você, o que achou dessa abordagem? Acredita que marcas devem incentivar o “olho no olho” ou o foco tem que ser o produto? Conta pra gente!





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