O futebol brasileiro é uma fábrica de talentos em campo, mas será que estamos jogando na elite quando o assunto é Marketing Esportivo?
Um levantamento da Sports Value mostrou que os 20 maiores clubes do país faturaram R$ 1,4 bilhão com marketing em 2023. Um crescimento expressivo de 22%. O “G5” do faturamento (Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Grêmio e Athletico-PR) lidera a fila, provando que marca forte traz dinheiro.
Mas, como bons estrategistas, precisamos olhar além do placar final.
O “Efeito Suárez” e a Inovação do Furacão
Alguns clubes entenderam que marketing vai além do patrocínio na camisa:
Grêmio
A volta à Série A somada à contratação de Luis Suárez impulsionou o licenciamento de produtos (7% da receita total). Isso é saber capitalizar em cima de um ídolo.
Athletico-PR
O Furacão aposta na inovação com sua plataforma própria de OTT (streaming), movimentando R$ 29 milhões. É o clube virando media house.
Brasil x Europa: O abismo estratégico
Apesar dos números crescerem, ainda estamos na “Série B” mundial do marketing. Enquanto o Brasil faturou US$ 285 milhões com marketing, a Premier League bateu US$ 2,1 bilhões. Por que essa diferença brutal? A resposta está na qualidade da entrega.
A Síndrome do “Abadá” e a Dependência das Bets
O relatório aponta dois problemas crônicos do nosso mercado:
Poluição Visual
Camisas e placas com tantas marcas que o consumidor não memoriza nenhuma. Falta ativação inteligente e sobra logotipo.
Dependência
O setor está perigosamente apoiado nas casas de apostas (Bets). Falta diversificação.
O Caminho para o Gol: ROI além da TV
Para as marcas que querem investir no futebol, a Sports Value e a análise de mercado indicam que o futuro não é apenas exposição, é engajamento. O sucesso mora em 7 pilares:
1. Storytelling
Ter propósito, não apenas visibilidade.
2. Data Driven
Usar dados para entender o torcedor.
3. Digital First
O retorno real está nas redes, não só na TV aberta.
4. Conteúdo
Criar narrativas gera mais ROI que estampar uma placa.
5. Tecnologia
Inovar na forma de entregar a mensagem.
6. Ativação
Fazer o torcedor vivenciar a marca.
7. Métricas Reais
Medir o retorno com profundidade.
O dinheiro está na mesa, mas só vai levar a taça quem entender que o torcedor quer consumir conteúdo e experiências, não apenas ver logotipos.
E você, concorda que as camisas dos times brasileiros estão virando classificados poluídos ou acha que o modelo atual funciona? Conta pra gente sua visão de torcedor (e consumidor)!





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