Minancora muda após 100 anos: Uma aula de Rebranding e Respeito à História

Mexer em time que está ganhando é difícil. Agora, imagine mexer na identidade de uma marca que ficou intocada por um século. Foi esse o desafio gigantesco da Minancora.

A famosa “pomada da latinha laranja”, que atravessou gerações curando de espinhas a ferimentos, decidiu que era hora de conversar com o século 21. Mas, diferentemente de marcas que mudam tudo radicalmente, a Minancora nos deu uma aula de como evoluir mantendo a essência.

A Deusa Minerva Empoderada

O foco central do redesign foi a deusa Minerva, símbolo da marca.

Antes

Uma figura estática, clássica.

Agora

Ela surge lateralizada, com traços mais nítidos e uma postura de confiança. A simbologia mudou: a âncora (firmeza) e a corda (controle) foram redesenhadas para transmitir não apenas tradição, mas empoderamento. A marca quer deixar de ser vista apenas como “antiga” para ser vista como “sábia e confiante”.

Design Funcional (UX na Embalagem)

A mudança não foi só estética, foi funcional. No mundo moderno, o consumidor lê rótulos. A marca reorganizou o verso das embalagens, melhorando a tipografia e hierarquia das informações (indicações, modo de uso). A inclusão estratégica do QR Code é a ponte que faltava: conecta o produto físico centenário com o ambiente digital, onde a marca pode educar o novo consumidor sobre os mil e um usos da pomada.

Conexão com a Geração Z

Por que mudar agora? Porque o público se renova. A “estética vintage” está na moda entre os jovens (o tal old money ou retro aesthetic), e a Minancora tem isso no DNA. Ao limpar o visual e torná-lo mais nítido, a marca se posiciona como um item cool e atemporal, e não como um “remédio velho”.

A Lição para sua Marca

A Minancora prova que tradição não é inimiga da inovação. Mesmo as empresas mais consolidadas precisam revisar sua comunicação visual para garantir que a mensagem (clareza, qualidade) chegue sem ruídos ao novo consumidor.

E você, tem uma latinha de Minancora em casa? Notou a diferença na deusa Minerva ou para você ela continua igualzinha? Conta pra gente essa memória afetiva!

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