Enquanto muitos setores da economia oscilam, o mercado de seguros brasileiro prova sua resiliência e poder de fogo. Os dados consolidados de 2023 mostram um crescimento de 9%, com uma arrecadação impressionante de R$ 388 bilhões.
Mas, para além dos bilhões, o que esses números dizem sobre o comportamento do consumidor e as oportunidades de marketing?
1. O Carro ainda é a Porta de Entrada
O segmento de Danos (onde entra o seguro auto) foi o campeão de crescimento: +10,4% (R$ 125,88 bi). Isso confirma que o brasileiro ainda tem uma cultura de “proteger o bem material” primeiro. Para corretoras, o seguro auto continua sendo o melhor produto de atração (produto isca) para depois fazer o cross-selling de outros serviços.
2. A Vida e o Futuro em Foco
O segmento de Pessoas (Vida e Previdência) não ficou para trás, crescendo quase 9%. Um destaque estratégico é a Sazonalidade da Previdência: em dezembro, o setor disparou 11,6%, impulsionado pelo 13º salário.
Insight de Marketing
Campanhas de previdência precisam ser planejadas com antecedência para capturar essa liquidez do fim de ano. Quem deixa para anunciar em cima da hora, perde o timing do 13º do cliente.
3. O Mercado Paga (Credibilidade)
Um dado fundamental para quebrar objeções de venda: o setor devolveu à sociedade R$ 221 bilhões em indenizações e resgates. Seguro não é “gasto”, é garantia de recebimento. Usar esse número em copys e argumentos de venda gera autoridade e confiança.
A Grande Oportunidade: O “Gap” de Mercado
A Susep (órgão regulador) destacou que, apesar dos números gigantes, a penetração de seguros no Brasil ainda é baixa comparada a grandes economias. Isso significa que existe um Oceano Azul de pessoas que nunca contrataram uma apólice, não por falta de dinheiro, mas por falta de conhecimento (consciência).
O desafio para 2024/2025 não é brigar pelo cliente do concorrente, é conquistar o cliente que ainda não tem seguro. E isso só se faz com Marketing Educativo e estratégias digitais de alcance.
Sua corretora está pescando nesse aquário novo ou brigando no oceano vermelho dos mesmos clientes de sempre?
Conta pra gente: qual seguro você considera indispensável hoje? Auto, Vida ou Residencial?





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